Roberto Piva

Jorge de Lima, Panfletário do Caos

0 Love this post.0

Foi dia 31 de dezembro de 1961 que te compreendi
Jorge de Lima
enquanto eu caminhava pelas praças agitadas pela
melancolia presente na minha memória devorada
pelo azul
eu soube decifrar os teus jogos noturnos
indisfarçavel entre as flores
uníssonos em tua cabeça de prata e plantas ampliadas
como teus olhos crescem na paisagem Jorge de Lima e
como tua boca palpita nos boulevards oxidados
pela névoa
uma constelação de cinza esboroa-se na contemplação
inconsútil de tua túnica
e um milhão de vagalumes trazendo estranhas tatuagens
no ventre se despedaçam contra os ninhos da
Eternidade
é neste momento de fermento e agonia que te invoco
grande alucinado querido e estranho professor do
Caos sabendo que teu nome deve estar como um
talismã nos lábios de todos os meninos

Relacionado

Chianti Tenuta Di Marsano

“La bocca e le parole son l’arco e le saette che tu hai Canzone Nicollò Machiavelli Quando alguém atravessa a floresta cai o pano do grande teatro as unhas viram fogo & começa a destruição em nome da Fruta da Paixão suave pele de maracujá […]

Love this post.0

mestre Murilo Mendes tua poesia são

os sapatos de abóboras que eu calço nestes dias de verão. negócio de bruxas. o sol caía na marmita do adolescente da lavanderia. você veria isto com seu olhar silvestre. um murro bem dado no vitral que eu mais adoro.

Love this post.0

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *