Claúdio Willer

Visitantes 4

0 Love this post.0

nosso espaço
é o espaço do terrível
o pântano
varrido por ventos mornos
atravessando os flautins de sargaços
a noite definitiva e o grito congelado
penetremos aos poucos
neste jardim de negações
onde a palavra pede mais espaço
não há mais muita vida
sobre a face deste planeta
talvez em algum lugar
ainda se ouça o vento soprar entre as árvores
vozes ao longe preenchendo o vale
latidos de cachorros na distante encosta da montanha
transformemo-nos em planta
em raiz
ou minério bruto
para que seja possível conversar
SOBREVIVEREMOS

Relacionado

O Serpentário e suas Ramificações

A cidade e seu esqueleto múltiplo e inevitável, seus animais incendiados e turbilhões de fomes sem fim. Dentro dela, o grande estômago absorvendo todas as contemplações. Vitrais pulverizados envolvem os grandes prédios, a magia coloca-se ao alcance de todos sob forma de um corrimão que […]

Love this post.0
Grito

Uma Fronteira para o Grito

Inseguro entre o céu e a estepe, suspenso num fluir de roda gigante, embebido na minha nostalgia de centauros, eu devoro pedaços de musgo e raízes de plátano, estendido em jardins intermináveis onde se modelam arcanjos. Teria sido muito mais fácil escrever cartas de amor, […]

Love this post.0

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *