Claúdio Willer

O Serpentário e suas Ramificações

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A cidade e seu esqueleto múltiplo e inevitável, seus animais incendiados e turbilhões de fomes sem fim. Dentro dela, o grande estômago absorvendo todas as contemplações. Vitrais pulverizados envolvem os grandes prédios, a magia coloca-se ao alcance de todos sob forma de um corrimão que aponta para a morte da Perspectiva. Foram setenta vidas, talvez mais, contidas no espaço de alguns dias, límpidos, convergentes, inevitáveis, sulcados pela proximidade dos ciclones, vivência do grande seio plástico que abriga os desejos da alma, das cordas tensas do violino; setenta vidas e depois disso a sobrevivência. Todavia o esqueleto mais desidratado do que antes, a cavidade dos olhos, o crânio abandonado na mata sem metamorfoses. É preciso

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Vulcao

Vulcão (fragmento)

II O grande círculo aproxima-se e aí você não entenderá mais nada sobrarão algumas perguntas para serem feitas um certo desequilíbrio verde verde verde outro tempoaproximadamente ontem/agora fábulasexorcismo antemanhã fantasma de bronze cantos perpétuos sobrenadando a madrugada então ninguém conseguirá entender mais nada uma sortida […]

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