Allan da Rosa

Há mil tons intensos

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Confissões de um homem decepcionado com a literatura

Há mil tons intensos
Na miséria de meu olhar perdido

Há mil sons sem senso
Entre o chulo e o casto
Nos mais belos poemas que já me esqueci

Arrepios deixados para trás
Pois no quintal o Sol é fustigante
O banco mundial arma sua tocaia
Surgem heróis mensais de um e noventa e nove
E moleques empunham metralhas

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