Allan da Rosa

Ode a São Paulo

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São Paulo
Dos ratos gigantes vomitando cinza
Sertão São Paulo
Marginal, barraco no barranco
Deslizes urbanos
São Paulo paranóia no olhar
Metrô e CBTU
Latas de sardinha
Lotação lotada, populacho em marcha
Importado blindado
Carrinho de mão atrás de papelão
São Paulo samba forró e poperô
Ritmo e poesia
São Paulo tua menina já tá fumando
Daqui a pouco engravida
São Paulo Jabaquara
Capital do feriado
Onde cai avião
e maloqueiro desce pelo ralo
São Paulo é pilantra, sangue ruim
Vala vermelha de casa sem reboco
Inconfundível noite púrpura
Pesada e traiçoeira
São Paulo centro fedido
Saco de cola e canivete aposentado
São Paulo do trouxa, do travesti e da treta
Das drogas pesadas:
Maluf, Sílvio Santos, Covas e Fleury
Caras, Veja, Contigo e MTV
Out-door, igreja e shopping-center

São Paulo conceitual
Do chaveco marchand
Artistas e seus pedestais:
Pretensa vanguarda estéril
São Paulo do dinheiro ostentado e miguelado
Do executivo, do gringo
Da mina gasolina
Motoboy, cabrito e pixação
São Paulo é o crime e não é o creme
Pra emburrecer e te cercar:
TV, AM e FM
São Paulo tem uma ilha na zona oeste
Onde negro não pode entrar
São Paulo me enoja e me fascina
SP da polícia assassina
São Paulo japonesa judia nordestina
São Paulo terra da chacina

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