| A Noite dos Cristais : Nota do autor |
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| Escrito por Beto Cadilhe | |
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Ledor Eis o livro. Concebido, gerado e parido no CRUSP. A pesquisa foi feita entre junho e dezembro, no vácuo da greve dos professores de 93. De janeiro a março de 94, em pleno verão, escrevi o libelo. Êxtase. Foram os dias mais exuberantes de minha vida: lia, ria, escrevia e chorava. Eu vi Deus. Parto difícil, a fórceps, de noite, chovendo, sozinho, e no escuro. Nasce o rebento. No mesmo ano inscrevo-o num concurso. Nada! Em 95, mesmo concurso, o libreto recebeu em seu primeiro ano de vida a sua primeira premiação. Frufrus, salamaleques, edição que é bom...? Nada! Foi fundada a Associação dos Ilustríssimos Escritores Desconhecidos, ou O Grupo dos Sujos. Batendo portadas; inteirei, emprestei, assinei, disse e prometi. Dei calote, dei cano e não paguei a seu ninguém. Cinco edições correram de mão-em-mão em escolas públicas, associações de moradores, clubes, sindicatos, escolas de samba, bares, feiras, congressos, encontros, colóquios, ruas, praças, avenidas etc. etc. etc. Só agora uma edição profissional! É assim mesmo, dizem. Vem acompanhada de pranchas feitas pelos viajantes do século XIX, ilustrando várias histórias havidas e acontecidas pelo Brasil. Reinterpretadas, a partir delas criaram-se cenas. Axé de A noite dos Cristais
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