| Sobre Drogas, Dinheiro, Sexo e Revolução |
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| Escrito por Allen Ginsberg | |
Drogas"Podemos ter liberação gay dos opressores machistas. Então podemos ter libertação junkie dos opressores machistas da Máfia, CIA. AMA (American Medical Association) .Opressão que pune ao invés de tratar os viciados. Deveria haver uma Frente de Libertação Junkie. Os viciados em droga são o grupo mais oprimido do país, no sentido de serem caçados como cães por gente armada. Vivem sob a permanente ameaça da cadeia. São doentes. Têm uma doença legítima e não recebem o tratamento médico legítimo. Ao contrário, ficam nas mãos dos mais corruptos policiais dos Estados Unidos - os narcs. que têm profundas relações com a Máfia e com os traficantes - como foi provado por várias pesquisas oficiais documentadas. Nenhum outro grupo na América sofreu distorção igual de sua imagem. Jamais houve categoria mais baixa que a dos viciados em heroína. São fichados como maníacos. Ora, ninguém chama os alcoólatras de maníacos. Além disso, são caluniados. Acusam-Ihes de constituir uma classe criminosa, de serem assassinos em potencial, violentos latentes, etc. Os alcoólatras é que perdern o controle, não os junkies." (Allen Ginsberg em entrevista a Allan Young do jornal Gay Sunshine) Dinheiro"Tente romper os hábitos dos executivos viciados na santíssima trindade dinheiro-propriedade-poder e eles passarão a agir como junkies - mentirão, roubarão, ritarão, ao invés de derrubar florestas, rrasar colinas, vender o chão abaixo de pés que ainda não nasceram."(em entrevista à Playboy, em 1967) Sexo"Me assumi Como homosexual em Colúmbia em 1946. A primeira pessoa com quem me abri foi Kerouac, porque estava apaixonado por ele. Jack era meu hóspede, dormia no meu quarto. Ocupava a cama, e eu dormia no chão no catre. Eu disse: "Você sabe, Jack, eu o amo e gostaria de dormir com você; é que eu gosto mesmo de homens." E ele disse: "Oooooh, não...". Revolução"Eu estava sossegado no meu quarto de hotel, uma bela manhã, já no fim de minha visita a Cuba, quando três soldados, uniforme verde-oliva e mudos como postes, entraram no quarto com um oficial. Ele se apresentou como chefe da Imigração. Disse que eu tinha que fazer as malas e que seria deportado, pelo primeiro avião, para Praga. Perguntei-lhe se comunicara isso à Casa de las Américas. Disse que não, que haveria tempo para isso, mais tarde. Não me deixaram telefonar para a Casa, que me convidara, e levaram-me escada abaixo. Conduziram-me diretamente ao aeroporto. Em caminho, perguntei por que me deportavam. O oficial disse:" Por infração às leis cubanas." E eu disse: "'Que leis?". E ele respondeu: "Faça tal pergunta a si mesmo." E essa resposta, pensei, era como a resposta que me dera o decano da Universidade de Colúmbia quando me expulsou por ter dormido com Jack Kerouac no meu quarto uma noite. E não tínhamos feito amor nenhum. Simplesmente Kerouac não tinha onde passar a noite . de Alma Beat
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