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Pelos olhos de Malcolm, quando quebraram a cara de um branco estúpido. Pelas mãos de Malcolm, erguidas, para nos abençoar, negros e fortes na sua imagem de nós mesmos. Pelas palavras de Malcolm, dardos de fogo, vitoriosas, ferindo incansáveis, palavras suspensas sobre o mundo, mudando-o como podem. Ele disse, por isso foi assassinado, por dizer e sentir, sendo e mudando Todos juntos no seu coração ardente Pelo coração de Malcolm. elevando-nos sobre as cidades imundas. Pelos seus passos e seu jeito e suas palavras aos monstros cinzentos do mundo Pelas súplicas de Malcolm por sua dignidade, negros, por suas vidas, negros, para encher seus espíritos de confiança. Por tudo dele, morto a partido, sumido de nós, e tudo dele ligado a nós para nossa crença Deus negro de nosso tempo. Por tudo dele e de vocês mesmos, ergam os olhos, negros, parem de gaguejar e andar cabisbaixos, levantem a cabeça e parem de choramingar e se humilhar, por tudo dele, Pelo grande Malcolm, um príncipe da terra, não nos deixemos esmorecer Até nos vingarmos, nós próprios, por sua morte (estúpidos animais que o mataram), não nos deixemos tomar fôlego, pois se cairmos os brancos nos chamarão de bichas até o fim do mundo.
Tradução: Italo Marconi Jr. de Quingumbo: Nova Poesia Norte-Americana Org. Por Kerry Shawn Keys Escrita, 1980
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