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(longe das ruas. Lanterna nos bolsos, o cheiro dos dedos, muito secreto. Cada noite, uma curra. Garotos se escondem no alto dos morros, perto de oficinas e depósitos, aguardando para dar o golpe. Nem é amor. Quietos, eles esperam e fazem de conta que são belos. Poderia ser eu, mesmo agora. (Muito lento, começo a me ver. Estar num ponto corroído do peito de mim criança morto. Onde fica a vida, toda a carne, para obter mais que mera silhueta, sombra tênue de novo encorpada, sua mudança. O que há? Onde está? Quem é ela? O que posso dar-me a mim, dar de mim, para me fazer entender por mim mesmo? Nada acaba nunca. Nada é passado. Cada ato de minha vida, comigo agora, até a morte. Eles próprios, as razões para isto. Eles são pedras, na minha boca e nos meus ouvidos. Florestas nos meus ombros.
Tradução: Italo Marconi Jr. de Quingumbo: Nova Poesia Norte-Americana Org. Por Kerry Shawn Keys Escrita, 1980
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