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(explicado por um homem mais velho. Me disse como. Me mostrou. Não eram passos, mas a instância do músculo. Uma posição para mim mesmo: mover-se. Duncan dizia de dança. Seus poemas cheios do que há tanto queríamos que fosses. Uma dança. E todas as suas palavras saíam dali. Que havia alguma elegância brilhante que a carne triste do corpo fazia. Algum gesto, que se nos tornássemos, por um instante intenso nos transformaria em criaturas de ritmo. Quero ser cantado. Quero minha carne e todos os meus ossos murmurados contra o flutuante céu espesso do inverno. Me quero dança. Como sou se tenho amor ou tempo ou espaço para me sentir. O tempo do pensamento. O espaço do movimento real. (Para onde eles alçaram o mar e me têm contra minha vontade.) Eu disse, também, ama, sendo mais velho ou mais jovem que teu mundo. Estou inclinado a me deitar, amar, te convidar agora, inclinado a sentir as coisas que só eu crio. E que eu possa uma vez criar-me a mim mesmo. E que tu, seja quem for sentado agora respirando minhas palavras,' possas criar um ser somente teu. Que vai me amar.
Tradução: Italo Marconi Jr. de Quingumbo: Nova Poesia Norte-Americana Org. Por Kerry Shawn Keys Escrita, 1980
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