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"This is the Beat Generation" (Esta é a Geração Beat) Imprimir E-mail
Escrito por Beto Cadilhe   

Texto publicado em The New York Times Magazine, 16 de Novembro de 1952, no qual se cunha pela primeira vez o termo Beat Generation (Tradução de Iosif Landau para subcultura.org)

"This is the Beat Generation" (Esta é a Geração Beat)

Por John Clellon Holmes

Geração BeatOs jovens de hoje, ditos "selvagens", não estão perdidos. Com rostos inflamados, muitas vezes debochados, mas sempre tensos, eles evitam o uso da palavra perdido, soaria falsa para eles, pelo fato deles pertencerem à uma geração claramente desprovida do deslumbramento que impulsionara a Geração Perdida a feitos e ações revestidos de um simbolismo próprio, e mais ainda, a constante repetição das desilusões e os lamentos sobre a moralidade fétida vigente na época e que obcecaram a Geração Perdida, em nada preocupam os jovens de hoje. Aceitam tudo tranqüilamente e que talvez possa preocupar alguns. Eles foram criados nesse ambiente e pouco se importam. Embebedam - se para "esquecer" ou para "ficar numa boa", sem nenhum propósito em especial. A incursão nas drogas ou no sexo promiscuo decorre da curiosidade em si e não decorrente de suas desilusões.

Somente os mais amargurados no meio deles.ousariam reconhecer a realidade de suas vidas como pesadelo e se revoltariam ao perceberem que perderam de fato algo, o seu futuro, mas isso não surgiu neles de modo surpreendente, desde o momento que tiveram idade suficiente para se preocupar com o futuro, o desencanto ali já se encontrava. A ausência dos valores individuais e sociais, em nada é assustador para eles, apenas é um problema a ser resolvido no dia - a - dia. Como viver lhes aparece mais crucial do que o por que e é precisamente por essa razão que o intelectual e o marginal se juntaram, e suas identidades beat se tornaram importantes, pois diferente da Geração Perdida que preocupou - se apenas em constatar a perda da esperança, a Geração Beat cada vez mais se preocupa com a necessidade de reconquistar a esperança. A ironia de Voltaire ilustra bem esse fato: "se não existisse um Deus, seria necessário inventar um". Não satisfeitos em apenas lamentar a ausência Dele, eles ao léu e diligentes, inventam totens para Ele por todos os cantos.
No mais doido dos "porra- loucos", místico do bop, das drogas, da boemia, não há nenhum desejo de acabar com aquilo nem de acabar com a vida "quadrada" da sociedade na qual ele vive, se contenta em não tomar conhecimento de nada. Subir num caixote e esbravejar ou escrever um manifesto, nem pensar...da mesma maneira, um cara."limpo". embora adota - se Babbitt como seu herói cultural, não é nem vulgar nem materialista como foi Babbitt. Ele topa tudo por que acha que é socialmente aceitável, sem ter obrigação de ser aceito como algo ligado à virtude Ambas as posições , entretanto, originaram mais ou menos da mesma convicção, ou seja: que abismo sem sentido na qual a nossa sociedade se encontra no momento é insuportável.

Obs. Babbitt do romance de Sinclair Lewis, protótipo de classe burguesa...


 

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