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Crepúsculo Imprimir E-mail
Escrito por MarcoPoeta   

Não tenho mais aquelas pedras
acorrentadas em meus tornos
zelos.
Não tenho mais o peso,
a cruz.
Sou o X
do mapa,
nada
a mata.
Quem me mata não sabe viver,
Sou o sol que tece teus raios,
a tempestade
a noite
a tarde.
Tudo que ferve, arde.
Sou o dia.
Mas, na real
sou um tal
Homem no crepúsculo da poesia.

 

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