Jack Kerouac – Autobiografia

Jack Kerouac – Autobiografia

Nome: Jack Kerouac
Nacionalidade: Franco-americano
Local de nascimento: Lowell, Massachusetts
Data de nascimento: 12 de março de 1922

Resumo das principais ocupações e/ou empregos:
Tudo. Especificando: ajudante de cozinha e lavador de pratos em navios, empregado de posto de gasolina, limpador de convés, jornalista esportivo (Lovell Sw), guarda-freio nas linhas férreas, condensador de scripts da 20th Century-Fox em Nova lorque, balconista de lancheria, funcionário nos pátios de manobras das estradas de ferro, bagageiro na estação ferroviária, apanhador de algodão, ajudante de mudanças, aprendiz de metal laminado no Pentágono em 1942, vigia de incêndios florestais em 1956, trabalhador na construção civil (1941).

Queira fazer um resumo da sua vida:
Tive uma bela infância, meu pai era tipógrafo em Lowell, Mass., perambulei pelos campos e pelas margens dos rios dia e noite, escrevi pequenas novelas no meu quarto, a primeira aos onze anos, mantive também longos diários em “jornais” que faziam a cobertura dos meus próprios mundos desportivos, corridas de cavalo, jogos de baseball e futebol inventados por mim mesmo (conforme esta registrado no romance Doctor Sax). Recebi uma boa educação primaria dos irmãos jesuítas na Escola Paroquial de São Jose, em Lowell, graças a qual, mais tarde, pude pular o sexto ano numa escola publica; quando criança viajei com a família para Montreal e Quebec; Billy White, o prefeito de Lawrence (Mass.), me deu um cavalo quando eu tinha onze anos, deixei toda a vizinhança dar umas voltas; o cavalo fugiu.
Dei longas caminhadas noturnas sob as velhas arvores da Nova Inglaterra, com minha mãe e minha tia. Ouvia atentamente a tagarelice delas. Aos 17 anos decidi me tornar escritor,influenciado por Sebastiana Campas, jovem poeta local que mais tarde viria a morrer na praia de Anzio; li a vida de Jack London aos 18 anos e também decidi me tornar um aventureiro,um viajante solitário; Saroyan e Hemingway foram minhas primeiras influencias literárias; mais tarde, Wolfe (depois de ter quebrado a perna numa partida de rugby na Columbia,e perambulei por sua Nova lorque de muletas). Influenciado também pelo irmão mais velho Gerard Kerouac que morreu aos nove anos, em 1926,quando eu tinha quatro anos,grande pintor e desenhista na infância (ele era) – (segundo as freiras, também era um santo) -(tudo isso será contado no romance Visions of Code, que aparecerá em breve) – Meu pai foi um homem absolutamente honesto e cheio de alegria; tornou-se ranzinza nos seus últimos anos por causa de Roosevelt e da Segunda Grande Guerra, morreu de câncer no baço – Mãe ainda vive, moro com ela levando uma espécie de vida monástica que me permite escrever tanto quanto tenho escrito. Mas também escrevo quando estou na estrada, como vagabundo, ferroviário, exilado mexicano, viajante pela Europa (conforme está narrado em Viajante Solitário) – Uma irmã Carolina, atualmente casada com Paul E. Blake Jr. de Henderson, N.C., técnico antimísseis do governo – ela tem um filho, Paul Jr., meu sobrinho, que me chama de tio Jack e me ama – Minha mãe se chama Gabrielle, aprendi com ela a arte de contar historias naturalmente, ouvindo suas longas narrativas sobre Montreal e New Hampshire. Minha família vem de Breton, França, o primeiro antepassado norte-americano é o barão Alexandre Louis L. de Kerouac de Corwaal, Britania, 1750 mais ou menos, recebeu terras ao longo do Riviere du Loup depois da vitória de Wolfe sobre Montcalma; seus descendentes casaram-se com índias (Mohawk e Caughnawaga) e tornaram-se plantadores de batatas; o primeiro descendente americano foi meu avô Jean-Baptiste Kerouac,carpinteiro, de Nashua, N.H. – A mãe do meu pai era uma Bernier, parente do explorador Bernier – todos são bretões por parte de meu pai – Minha mãe tem sobrenome normando,L’Evesque.

Primeiro romance formal
foi The Town and the City, escrito na tradição de trabalho longo e constante em revisão, de 1946 a 1948, três anos, publicado pela Harcourt Brace em 1950. Então descobri a prosa “espontânea” e escrevi, The Subterraneans em três noites e On the Road em três semanas. Li e estudei sozinho toda minha vida. Estabeleci o recorde de ausência nas aulas da Columbia para ficar no meu quarto escrevendo uma página diária e lendo, digamos, Louis Ferdinand Céline, em vez dos “clássicos” do curso. Sempre tive minhas próprias idéias. Sou conhecido como um “anjo maluco e vagabundo” com uma cabeça desnuda e inesgotável repleta de “prosa”. Sou também poeta, Mexico City Blues(Grove, 1959). Sempre considerei escrever meu dever na Terra. E também pregar a bondade universal, que críticos histericos não foram capazes de descobrir sob a frenética atividade das minhas historias verídicas sobre a geração beat. – Na verdade, não sou um beat, mas sim um estranho e solitário católico, louco e místico…

Planos finais:
solidão eremítica nas florestas, escrever tranqüilamente na velhice, melosas esperanças de penetrar no Paraíso (como, de resto, todo mundo)…queixa favorita com relação ao mundo contemporâneo, o desprezo jocoso das pessoas “respeitáveis”… que, por não levarem nada a serio, estão destruindo velhos sentimentos humanos, mais antigos do que o Time Magazine. Dave Garroways rindo-se de pombas brancas…

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